Quinta-feira, Novembro 06, 2008

Ponto Final

Era uma vez uma história. Uma história que poderia ser de qualquer um. Uma história especial e comum. Uma história sem começo certo. Não houve um momento em que tudo tenha começado, não sei ou não me lembro da verdadeira origem, só me lembro de ter começado.
E, tal como rezam todos os contos e histórias para crianças, há um momento mágico inicial e depois uma incógnita, uma aventura de consequências imprevistas para conseguir atingir aquele final feliz. A minha história é diferente, houve um momento de incógnita como seria de esperar, mas as marcas que deixou foram mais profundas do que o que seria suposto e, no momento do final continuado supostamente feliz, havia uma sombra que esperou escondida por algum tempo.
Mas, quando a luz diminui, surge esse mundo tenebroso onde as sombras habitam e pareceu-me que uma estrada se entrepunha entre a história presente e o final feliz.
Cada vez mais longa e mais penosa a estrada parecia há algum tempo que se iria dividir, ameaçava-o sem nunca o concretizar, mas nada em redor desejava que esse caminho se mantivesse unido. De ambos os lados árvores, ramos, folhas, arbustos, pedras, erva e até pequenas flores se queriam entrepor no meio desta história.
Não havendo jardineiro ou agricultor que tratasse de tanta vegetação e da terra, não é difícil presumir que a natureza ganhou a sua luta.
Dois caminhos. Duas estradas que se afastam para longe. Duas novas histórias recém-criadas, reinventadas de uma vida anterior. E assim acaba uma história e começa outra.
Acaba um momento e acaba definitivamente um sentimento.

E finalmente é o fim. É uma nova oportunidade.

É uma decisão final, apenas tomada assim e agora pelo conselho silencioso de alguém que nem imagina que mo deu. De qualquer maneira, obrigada. Obrigada por inocentemente me teres ajudado. Obrigada por me fazeres perceber que posso seguir o meu caminho e que tudo ficará bem.

Hoje foi o ponto final.

Acabou.

1 Comentários:

Blogger Susana disse...

ola joaninha!
cm pedist tanto aki tou eu.. disseste que era importante ler.. mas agora, falo de ti=) disseste uma coisa... que não houve jardineiro que cuidasse do jardim, que repusesse tudo no seu devido lugar.. acho que é natural surgirem obstaculos nos varios caminhos que vamos percorrendo... temos e de ver quais os caminhos que queremos seguir..aqueles que nos motivam mesmo! e que não seja pelos obstaculos, que não seja pelas dificuldades que os deixemos de percorrer... pk afinal d contas.. o "jardineiro" das nossas historias, dos nossos caminhos temos de ser nós mesmos!;) sabes k podes contar semp c o meu apoio!

bjs da tua miga
Susana

7 de Novembro de 2008 23:38  

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