Domingo, Fevereiro 01, 2009

Buraco Negro

Imagina um buraco negro, ridiculamente pequeno, um buraco sem fundo definido. Todo esse espaço infinitamente pequeno, infinitamente escuro é só por si um mundo, uma realidade, um passado, um presente e um futuro de alguém.
Um espaço onde ninguém encontra ninguém e muito menos é encontrado, uma escuridão permanente apenas quebrada por rasgos imaginativos, pinturas coloridas de novos mundos inatingíveis dos turbilhões negros do buraco sem fundo.
Quando alguém se recolhe nesse seu espaço pessoal inatingível e intransmissível, a impossibilidade atinge todos os que o rodeiam, que se pode fazer para chegar onde nunca ninguém chegou ou chegará? Como recuperar o que foi perdido? Como recuperar um mundo colorido de esperanças e alegria quando nada pode ajudar?
A solidão imensa, os sonhos desfeitos, as esperanças despedaçadas, os objectivos impossíveis nunca atingidos, envolvem num sossego ensurdecedor quem se deixou levar para a imensidão negra do seu buraco.
E sem haver uma certeza do que encontrar, sem ter um objectivo definido e realizável, sem ter uma mão à espera, sem ter o coração leve e livre das impossibilidades que nos arrastam para o desespero e esquecimento, sem certezas de tudo isto, ninguém sairá de onde se escondeu. Por maior que seja a escuridão nunca será igual a enfrentar o mundo de loucos e de loucuras que espera cá fora.
E nunca ninguém tem certezas. Têm medo de as ter e encontrar tudo ao contrário. Por isso é tão impossível, tão inatingível convencer alguém a sair do buraco negro. Há que convencer as pessoas a nunca entrar lá, não ceder ao desespero, aos problemas, às responsabilidades e objectivos inatingíveis. Não ceder ao esquecimento e solidão. Não ceder a um mundo diferente, escuro, escondido, irrisoriamente pequeno e que acaba invisível.
Porque, por muito que se sinta tudo o que nos faz arrastar para o nosso buraco negro, existem sempre estrelas que nos guiam e iluminam e não nos deixam perder nem desesperar no deserto confuso em que nos poderemos encontrar.
Buracos negros, solidão, fuga, desertos, confusão. E antes de tudo mais mãos amigas que não me vão deixar ceder.

1 Comentários:

Blogger Susana disse...

nao vamos ceder. juntas nao vamos ceder nunca. nao podemos nao é? nao podemos deixar.nos cair nesse buraco negro que parece kerer sugar.nos para dentro dele as vezes. n podemos e n keremos. e s isso acntecer... saltamos as duas pa fora dele.. juntas. bjinhs miga

11 de Fevereiro de 2009 00:01  

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