Raiva. Frustação.
Raiva. Frustração. Desespero.
Um salto para o infinito sem volta a dar, sempre com o mesmo intuito, aguentar, respirar. Calma. Não é possível. Não é possível que num turbilhão de sentimentos, não existam realmente sentimentos a rebentar no coração e manter o silêncio é a prova épica da actualidade.
Porque são sempre os mesmos a manter o silêncio, a aguentar tudo sem se pronunciarem. E se ficam chateados, se se esquecem de um pormenor ou de fazer alguma coisa que deveriam saber por intuição, já que não lhe haviam dito nada, então o crime já é punível com morte, ignorância e desprezo.
E voltamos outra vez ao turbilhão e ao inicio. Silêncio. Silêncio total.
Manter o silêncio. Manter o copo a encher. Manter a calma. Suportar.
Até que volta tudo outra vez e novamente morreremos acusados, frustrados, desesperados. E voltamos a viver, mas nunca nada volta a ser como antes, nunca a folha volta a ficar em branco, apenas arranjamos mais uma folha, mais um bloco para escrever e para manter o silêncio.
Um salto para o infinito sem volta a dar, sempre com o mesmo intuito, aguentar, respirar. Calma. Não é possível. Não é possível que num turbilhão de sentimentos, não existam realmente sentimentos a rebentar no coração e manter o silêncio é a prova épica da actualidade.
Porque são sempre os mesmos a manter o silêncio, a aguentar tudo sem se pronunciarem. E se ficam chateados, se se esquecem de um pormenor ou de fazer alguma coisa que deveriam saber por intuição, já que não lhe haviam dito nada, então o crime já é punível com morte, ignorância e desprezo.
E voltamos outra vez ao turbilhão e ao inicio. Silêncio. Silêncio total.
Manter o silêncio. Manter o copo a encher. Manter a calma. Suportar.
Até que volta tudo outra vez e novamente morreremos acusados, frustrados, desesperados. E voltamos a viver, mas nunca nada volta a ser como antes, nunca a folha volta a ficar em branco, apenas arranjamos mais uma folha, mais um bloco para escrever e para manter o silêncio.


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